Associação das famílias
A escola é gerida em parceria com as famílias dos estudantes, organizadas em associação. A gestão é coletiva e democrática.
"A educação faz-se na ponte entre vida e escola."
Um método de ensino que une o saber acadêmico à realidade vivida pelas famílias do campo. Na EFAP, o estudante alterna períodos na escola e em sua comunidade.
A Pedagogia da Alternância é um modelo educativo no qual o estudante alterna períodos na escola com períodos de convivência e aplicação prática em sua própria comunidade ou propriedade familiar. Dessa forma, o conhecimento teórico adquirido em sala de aula é diretamente relacionado à realidade do aluno, tornando o aprendizado mais significativo e contextualizado.
Esse modelo nasceu na França, no final da década de 1930, a partir da demanda de famílias agricultoras que buscavam uma educação compatível com a vida no campo. No Brasil, chegou na década de 1960 e hoje é a base das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e Casas Familiares Rurais (CFRs) em todo o país.
A escola é gerida em parceria com as famílias dos estudantes, organizadas em associação. A gestão é coletiva e democrática.
O calendário escolar intercala períodos de tempo-escola (vivência coletiva no ambiente educativo) e tempo-comunidade (aplicação prática no meio de origem).
Educação que abrange aspectos acadêmicos, técnicos, sociais, culturais e humanos. Forma cidadãos críticos e profissionais qualificados.
A escola é instrumento de desenvolvimento sustentável e solidário do território, fortalecendo a agricultura familiar e a permanência dos jovens no campo.
O nome da escola foi escolhido em homenagem ao educador Paulo Freire (1921-1997), devido à profunda afinidade entre a proposta pedagógica da instituição e sua concepção de educação crítica, participativa e libertadora.
Freire defendia uma educação contextualizada à realidade do educando, capaz de provocar consciência crítica e ação transformadora. Na EFAP, isso se traduz em uma escola onde o agricultor familiar, o quilombola e o jovem do campo são protagonistas — não apenas receptores — do processo educativo.
Modalidade Educação de Jovens e Adultos, do 6º ao 9º ano, com pré-qualificação profissional e currículo adaptado à realidade do campo.
Do 6º ao 9º ano, com orientação profissional integrada ao ensino fundamental regular.
Ensino Médio integrado ao Curso Técnico em Agropecuária, com ênfase em agroecologia e práticas sustentáveis.
Educação Profissional Técnica de Nível Médio na modalidade EJA, voltada à juventude e a adultos do campo.